Alimentação


A alimentação de cães, gera muita controvérsia. Este texto está baseado em minha experiência pessoal.
O uso de rações, representa, desde que se difundiu seu uso no Brasil, um aumento de aproximadamente dois anos à média de vida do cão brasileiro. Lógico, há inúmeros fatores agregados a isto, que vem desde visitas mais frequentes ao Médico Veterinário, bem como conscientização da população em relação a vacinas. Mas o brasileiro começou a pouco tempo, a comprar ração para seus pets.
Meus cães, sempre comeram rações. Não é o caso aqui de falar desta ou daquela marca, mas o mais importante da ração, é de ser de boa qualidade, e sua formulação, estar de acordo com o porte e idade do cão. Seu Médico Veterinário, poderá indicar-lhe as melhores do mercado.
Antigamente, na época de desenvolvimento dos filhotes, principalmente de raças grandes, era muito comum receitar-se poli-vitamínicos e remédios complementares de cálcio. Hoje, quando adotada a dieta correta com boa ração, estes complementos são considerados desnecessários. É claro, que esta informação é generalizada, e seu M.V., de acordo com o estado de saúde de seu animal, e necessidade do mesmo, poderá indicar o uso de suplementos, principalmente quando as fêmeas estão prenhes ou recém -paridas.
Vale a pena lembrar, que cada raça, tem o tempo certo para migrar de ração de filhotes, para ração de adultos. Existem as rações próprias de desmame, as light para os obesos, as para cães velhinhos, e temos ainda, rações baseadas em carne de frango, carneiro, peru, etc...
Sempre mantenha boa quantidade de água fresca para seu cão. Com o uso de rações, isto é imprescindível. Tome o cuidado de lavar sempre as vazilhas, tanto de água como a de ração. Seque bem esta última antes de colocar o alimento.
A praticidade de fornecer rações, é bem evidente, por não ter de cozinhar, e fica muito cômodo, para períodos maiores em que você tenha que se ausentar.
Deve-se evitar umidade quando estocadas, ou molhar a ração para oferecer ao cão. Estes alimentos quando secos, duram bastante, mas uma vez molhados, deterioram muito rápido. Há casos em que a alimentação deve ser molhada, para cães que dela necessitem e até mesmo, as de desmame, geralmente são misturadas a água. Será que já comentei para perguntar para seu Médico Veterinário?
Uma coisa é importante: ao se desejar mudar de uma ração para outra, por idade (mesma marca), ou mudar de marca,... Bem, não vamos complicar. Você fornecia uma ração para seu animal, e quer por qualquer motivo modificar a ração, esta migração deve ser gradual. Se for trocada repentinamente, poderá causar diarréias e/ou complicações digestivas. Misture no primeiro dia, 2/3 da antiga ração, com 1/3 da nova ração, e isto deve perdurar por 24 horas no mínimo. Depois, coloca-se proporção de 50% de cada, mais 48 horas, e 2/3 da nova ração e 1/3 da antiga. Depois de dois dias, coloque somente a ração nova. Se notar desarranjos, aumente o tempo de migração. Não se esqueça de pegar no criador, um pouco de ração ao qual o cão está acostumado, para migrar para uma marca de sua escolha, caso vá mudar de ração.
Chocolate é totalmente proibído, bem como maçãs inteiras (por causa de suas sementes) e uvas.
Leite é contra-indicado, mas queijos brancos frescos, não.
Frutas podem ser dadas, menos as cítricas. Evite dar doces a seus cães. Eles adoram, mas não faz nada bem.
A quantidade de ração, e a frequência com que deve ser dada ao animal, variam pelo porte, raça e atividade física.
Prefiro dar a ração em horários aproximadamente programados, e nunca antes de 4 horas de intervalo. Somente assim, você poderá aquilatar se deve diminuir ou aumentar a quantidade, ou, se seu cão está com peso ideal. Se deixar o pote o dia todo com ração, este controle é quase nulo. Atualmente também, pelo controle de roedores, a população é instruída a não deixar comida de cães, à disposição dos mesmos, durante a noite.
Atualmente ofereço ração e complemento com frango crú.
Uma prática bem legal, e eu tenho feito sempre isso, é de esconder um pouquinho da comida, pela casa, ou área em que vive o cão. Ele simplesmente se diverte em “caçar” o alimento-fujão. Isto ativa seu instinto de “procurar a comida”, e o faz ficar mais alegre. Lembre-se de verificar se a comida foi achada, pois não podemos deixar que os roedores se banqueteiem. Atrás de uma porta aberta, debaixo de um pano, etc..., são exemplos de esconderijos.
Alimento é coisa séria, e se vale para nós humanos, a regra de que somos o que comemos, o mesmo se aplica aos cães.

Edgardo E. Isensee

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